| Não me lembro se, quando eu ainda era um feto, minha
mãe ouvia canções (ou as cantava) para despertar
meu senso musical. Pressumo que não, uma vez que só
recentemente os cientistas divulgaram os resultados das pesquisas
empreendidas...
Gosto de ouvir música, embora deva confessar que minha
iniciação na área não ocorreu de modo
tão nobre – nada de Beatles, Nat King Cole ou Velha
Guarda –, afinal na Rádio Verdes Mares AM 810, a
famosa “Verdinha”, o que tocava era algo mais popular.
Assim, fica fácil de entender o motivo de, desconsiderando
as baladas infantis e as religiosas, que desde cedo conheci, uma
das primeiras canções que me marcou foi Nuvem
Passageira, de Hermes de Aquino.
Aos poucos, fui descobrindo outros cantores – Fagner, Guilherme
Arantes, Milton Nascimento, ... – e, principalmente, os
conjuntos: Engenheiros do Hawaii, Paralamas do Sucesso, RPM e
Ultraje a Rigor.
Sem dúvida, Legião Urbana foi (e ainda é)
a banda que mais eu gosto de escutar. As letras e melodias de
Renato de Russo são obras de arte, fruto de alguém
que se dedicou com intensidade e paixão ao ofício
escolhido. Os discos em italiano e inglês, nos quais ele
interpreta sucessos internacionais, são belíssimos!
A sua morte ocorreu como ele mesmo anunciara em Love in the
afternoon: “É tão estranho / Os bons
morrem jovens / Assim parece ser / Quando me lembro de você
/ Que acabou indo embora / Cedo de mais ...”.
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